Alinhamento, pertencimento e experiências práticas ajudam a construir engajamento sustentável ao longo do ciclo
O começo do ano costuma concentrar expectativas, metas e mudanças dentro das empresas. É quando novos projetos ganham forma, prioridades são redefinidas e as equipes tentam retomar o ritmo após um período de pausa. Nessa nova fase, engajar as pessoas desde os primeiros dias deixa de ser apenas um desejo do RH e passa a ser uma necessidade estratégica para garantir foco, produtividade e colaboração ao longo dos meses seguintes.
Porém, isso não é uma tarefa fácil. O desafio está justamente em criar conexão. Equipes engajadas não surgem apenas a partir de metas bem definidas, mas do sentimento de pertencimento, clareza de propósito e da percepção de que cada pessoa faz parte da construção do ano que começa.
O início do ano como momento-chave de alinhamento
Os primeiros encontros do calendário corporativo exercem forte influência sobre o clima organizacional. É nesse período que as pessoas buscam entender o que mudou, o que permanece e quais são as expectativas reais da liderança. Quando esse momento é mal conduzido, surgem ruídos, ansiedade e desengajamento precoce.
Por outro lado, quando a empresa cria espaços estruturados de alinhamento, a equipe consegue começar o ano com mais segurança. Isso envolve não apenas reuniões informativas, mas rituais de transição que ajudem o time a “virar a chave” de forma consciente, deixando o ciclo anterior para trás e se preparando para o novo.
Engajamento começa antes das metas
Um erro comum é tratar o engajamento como consequência natural da apresentação de números, indicadores e planos estratégicos. Na prática, o processo funciona ao contrário. As pessoas só se conectam de verdade às metas quando se sentem ouvidas, incluídas e emocionalmente disponíveis para colaborar.
Criar esse ambiente passa por ações simples, mas intencionais: abrir espaço para escuta, reconhecer aprendizados do período anterior e contextualizar decisões. Esse cuidado reduz resistências e aumenta a disposição do time para assumir compromissos coletivos desde o início do ano.
Experiências que fortalecem vínculos
Nos últimos anos, muitas empresas passaram a repensar os famosos seus encontros de abertura de ciclo, (também conhecidos como kickoffs corporativos) substituindo reuniões longas e unidirecionais por experiências mais participativas. Atividades que estimulam interação, reflexão e colaboração ajudam a criar memória coletiva e fortalecem os laços entre as equipes.
Essa oportunidade não se trata de entretenimento desconectado da estratégia, mas de desenhar experiências que conectem pessoas ao contexto do negócio. Quando bem estruturadas, essas iniciativas contribuem para reduzir distâncias entre áreas, alinhar expectativas e gerar engajamento que se sustenta ao longo do ano.
Menor engajamento dos últimos 3 anos
De acordo com o estudo Engaja S/A & Flash de 2025, apenas 29% dos trabalhadores estão realmente engajados, não somente em relação ao nível de motivação, mas também em relação à própria liderança.
Por isso, é importante lembrar que o engajamento também é influenciado pela forma como a empresa cuida da rotina prática dos colaboradores. Nesse cenário, soluções integradas de benefícios e engajamento ganham espaço. Programas que combinam reconhecimento, experiências e benefícios flexíveis ajudam a reforçar a cultura organizacional no dia a dia, e não apenas em momentos pontuais.
É nesse contexto que pesquisas como o Engaja S/A, feito pela Flash em parceria com a FGV EAESP, surgem como exemplos de como tecnologia e gestão de pessoas podem caminhar juntas. Integrar ações de engajamento com soluções de benefícios é uma ótima forma de como as empresas conseguem criar uma experiência mais consistente para os colaboradores, sem depender apenas de eventos isolados.
Liderança presente e comunicação contínua
Nenhuma estratégia de engajamento se sustenta sem o envolvimento ativo da liderança. Gestores que participam, escutam e dão direcionamento claro ajudam a transformar planos em ações concretas. O início do ano é um momento especialmente sensível para esse posicionamento, pois define o tom da relação entre líderes e equipes.
Além disso, a comunicação precisa ser contínua. Engajamento não é um estado permanente alcançado em janeiro e mantido automaticamente até dezembro. Ele depende de acompanhamento, ajustes e reforços constantes, tanto em reuniões formais quanto nas interações do dia a dia. Isso deve ser previsto já no começo do ano.
Engajamento como processo, não como evento
Engajar equipes desde o início do ano é menos sobre criar um grande evento e mais sobre planejar ativamente uma lógica de cuidado, clareza e conexão. Quando as empresas entendem o engajamento como um processo contínuo, passam a investir em experiências, benefícios e práticas que acompanham a jornada do colaborador ao longo de todo o ciclo.
Unir alinhamento estratégico, experiências significativas e soluções práticas que facilitam a rotina faz com que o início do ano deixe de ser apenas uma retomada operacional e se transforme em um ponto de partida mais sólido para resultados sustentáveis.
